Crença

Crença

Em filosofia, mais especificamente em epistemologia, crença é uma condição psicológica que se define pela sensação de veracidade relativa a uma determinada ideia a despeito de sua procedência ou possibilidade de verificação objetiva. Logo pode não ser fidedigna à realidade e representa o elemento subjetivo do conhecimento. Pode também ser entendida como sinônimo de fé e, assim como qualquer manifestação de fé, acompanha absoluta abstinência à dúvida pelo antagonismo inerente à natureza destes fenômenos psicológicos e lógica conceitual. Ou seja, tendo a fé/crença, é impossível duvidar e crer ao mesmo tempo.

Apesar de linguisticamente consensual, a definição de tal expressão têm sofrido mudanças substanciais ao longo dos séculos tendo sido definida de formas diferentes em diferentes períodos, ora como convicção dissidente da razão, ora como convicção racionalmente fundada. Platão, iniciador da tradição epistemológica, opôs a crença (ou opinião – “doxa”, em grego) ao conceito de conhecimento como modelo de explanação contrário às premissas relativistas sugeridas pelos sofistas que abordavam as crenças/opiniões e o conhecimento de forma indiscriminada reduzindo a verdade à conjectura de interesse individual.

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  1. #1 por Eduardo Felipe de Oliveira em 08/04/2012 - 02:12

    Esqueci de comentar sobre o relativismo do qual falei, e gostaria de complementar para não achar que estou falando coisa que não sei. Pois bem, quando falo em relativismo me refiro as pessoas que costumam se defender com isso, por exemplo, uma colher está sobre a mesa. Eu falo para uma outra pessoa que a colher está sobre a mesa, e ela responde alegando que – para mim ela está sobre a mesa – mas para ela a colher não está, por que ela tem a opinião dela e etc e blá blá blá. E assim as pessoas criam uma SUPER MEGA ULTRA POWER defesa dizendo que isso é só opinião minha. A colher, ou ela está, ou ela não está sobre a mesa. E as pessoas que tem essa casca acham que não. Acham que simplesmente elas podem enganar a verdade com frases como: “Respeite a minha opinião” “Pra você pode ser, pra mim jamais”. Utilizam-se dessas coisas que no fundo não tem cabimento nesse tipo de situação.

    Se eu falar que um ateu está indo contra o natural do ser, que seria a busca de deus, não seria correto ele me responder com o argumento que isso é opinião somente minha, por que isso é fato! E os próprios ateus provam isso. Como conclusão de pensamento digo: Mudo minha posição a hora que tal pessoa me apresentar um ateu sem deus.

    Feliz Páscoa.

    Atenciosamente, Eduardo Felipe de Oliveira, HJM,
    Escola Heriberto Joseph Müller.

  2. #2 por Eduardo Felipe de Oliveira em 08/04/2012 - 01:55

    Desse texto podemos começar a refletir sobre o limite do relativismo das pessoas, quero comentar a respeito disso depois.
    O ser humano que é ateu em sua razão e em sua opinião relativa, se diz auto suficiente e muito independente da fé/crença em deus. É portanto, uma luta contra a natureza humana e contra o ser. E por quê? De fato, o ser precisa e depende absolutamente da crença. Ele necessita constantemente de um deus e quem se diz ateu que não tem deus?
    Não há como existir algum. Por que o ateísmo sólido não existe, isto é, não há ateísmo sem deus.
    O ser que assume o ateísmo como cúmplice da sua relatividade vai buscar em curto prazo um deus, e não estamos discutindo qual a diferença entre o “deus verdade” e “deus falsidade” todos os dois são deuses, o ateu vai amar o seu deus e isso irá formar uma sustentação ao seu ateísmo que na verdade é alienação pura. O ateu acha que não tem deus e se edificou em um, para suprir suas necessidades no ateísmo e dizer que não acredita em um deus. Ora, o ser busca continuamente um senhor, uma superioridade por que é natural e não há como ser modificado. No comentário anterior sobre o artigo ‘Textos de Orígenes – De Principiis’ utilizei como citação o físico Stephen Hawking, ele irá vir como serventia nesse comentário também, por que tenho uma grande admiração por ele e apesar de ser uma pessoa complicada é fácil de usá-lo para exemplificar. Esse mesmo cara se diz ateu e explica seu ateísmo pelas equações matemáticas. “Um homem está formando um monte de areia, cavando com uma pá o solo. Esse monte quando estiver pronto irá formar um cume. Logo, esse homem enquanto está formando um cume com a pá sobre o solo, está também formando um buraco que é o cume negativo, resultante do qual foi formado sobre o solo. Na matemática, o positivo com o negativo são cortados. Nós (matéria) somos o oposto da (anti-matéria) que é o nosso negativo. Cortando os opostos é igual a zero. Portanto, segundo Stephen, se no final resultamos em nada, Deus em sua magnificência não precisa existir.”.
    Se nós iremos ou não resultar em nada não vem ao caso e nem por isso Deus deixaria de existir. Assim, percebe-se em Stephen Hawking o seu ateísmo baseado na ciência. Para os que não sabem, Stephen é portador de uma doença chamada esclerose lateral amiotrófica que já era para ter levado ele a óbito muitos anos atrás. Seus familiares e ele mesmo afirma que a sede da busca pela equação do tudo e pela resposta das perguntas como: “De onde veio o Universo?” é que levaram ele a ficar vivo ou pelo menos motivaram-o durante esse longo tempo. O Deus de Stephen é o universo, afirmo que é! Algo que possa fazer com que uma pessoa que possui uma doença terminal viva muito mais do que o prazo que normalmente viveria, só pode ser chamado de Deus. Talvez os ateus não dão nome aos deuses deles, mas eles são reais. Se o universo não fosse tão fantástico e tão ‘infinito’ Stephen não iria sobreviver tão facilmente, por que vive todos os dias somente para o universo se tornando servo do mesmo. Os deuses adotados pelas pessoas não necessariamente precisa obter: onipresença, onipotência e onisciência. Mas precisa ser algo que as mantém ocupadas, alienadas ou que sustentam elas na satisfação plena do espiritual e material ou da busca por essa satisfação. Stephen diz o seguinte: “Posso não estar aqui para sempre, mas sou muito grato por ter o privilégio de admirar o universo”. Nesse contexto é possível duvidar e crer ao mesmo tempo. Duvidam por que acham que não possuem crença. Creem por que não sabem que creem. Isso basta.

    “Respeito a opinião dos espíritas. Mas, também respeitem a minha opinião de acharem que vocês estão profundamente errados” Pe. Paulo Ricardo – Igreja Católica Apostólica Romana.

    Transformo essa frase para esse tema: ” Respeito a opinião dos ateus…”

    Atenciosamente, Eduardo Felipe de Oliveira, HJM,
    Escola Heriberto Joseph Müller.

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