Burguesia

Burguesia

Burgo é uma divisão administrativa em vários países. Em princípio, o termo designa uma cidade murada auto-governada, embora, na prática, o uso oficial do termo varia amplamente.

A palavra vem do latim burgus, que significa “pequena fortaleza, povoado” que, pelo germânico burgs, ficou cidadela fortificada. Em alemão a palavra Burg é associada a construções mais antigas e fortificadas, e a palavra Schloss é associada aos palácios e châteaux construídos na Europa no final da Idade Média.

Os burgos surgiram na Baixa Idade Média, na época da decadência feudal e crescimento comercial e urbano. Os burgos desenvolveram-se pelo processo de troca de produtos entre um feudo e outro. Os produtores levavam seus produtos até o burgo (que ficava “dentro” de um feudo) e lá faziam uma espécie de feira trocando seus produtos por outros ou por dinheiro. Os habitantes dos burgos dedicavam-se ao comércio e à produção artesanal, que era realizada pelo mestre em sua oficina. Seus habitantes eram chamados de burgueses, crescendo em poder econômico de modo que no século XIX formaram a burguesia.

A burguesia é uma palavra originaria da língua francesa (bourgeoisie), usada nas áreas de economia política, filosofia política, sociologia e história, e que originalmente era uma classe social que surgiu na Europa na Idade Média (séculos XI e XII) com o renascimento comercial e urbano. No mundo ocidental, desde o final do século XVIII, a burguesia descreve uma classe social, caracterizado por sua propriedade de capitais, sua relacionada “cultura“, e sua visão materialista do mundo. Na filosofia marxista, o termo “burguesia” denota a classe social que detém os meios de produção de riqueza, e cuja sociais preocupações são o valor da propriedade e da preservação do capital, a fim de garantir a sua supremacia econômica na sociedade. Na contemporânea teoria social o termo burguesia denota a classe dominante das sociedades capitalistas.

Inicialmente os burgueses eram os habitantes dos burgos (pequenas cidades protegidas por muros), estes eram pessoas que dedicavam-se ao comércio de mercadorias (roupas, especiarias, joias) e prestação de serviços e não eram bem vistas por integrantes da nobreza, que até então eram os principais detentores do poder.

Desprezados pelos nobres, estes burgueses eram herdeiros da classe medieval dos vassalos e, por falta de alternativas, dedicavam-se ao comércio que, alguns séculos mais tarde, serviria de base para o surgimento do capitalismo.

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